Hey Guys!
Muito se tem falado do comodismo do sexo masculino frente a muitas coisas tais como cuidados com os filhos, obrigações do lar e etc. Esse comodismo é categorizado como atitude machista.
Vendo muita coisa por ai, comecei a me fazer os seguintes questionamentos: os homens são realmente machistas, ou as mulheres é que não dão espaço para os mesmo?
Seria esse "machismo" culpa das mulheres?
Sim. Sei que muitos estão se ardendo de raiva por acabar de ler isso, mas pense comigo:
Muitas vezes as mulheres reclamam que o cara não é participativo na maternidade, que não ajudam a cuidar do filho, que é ela que tem que fazer tudo... Porém, muitas vezes a mulher não deixa, não dá espaço para que o pai cuide do filho, que assuma essas responsabilidades. Essas mulheres são as mesmas que muitas vezes saem se gabando (sim, gabando) que é ela quem faz tudo e que o homem não sabe cuidar. Pode ser verdade. Mas talvez eles não sabem cuidar porque não foi dado a eles oportunidade, afinal, ninguém nasceu sabendo, e até a mulher aprende a cuidar do filho, na prática.
Outras vezes, quando o pai cuida da criança, é imposto sobre ele a dúvida: talvez esteja fazendo isso por ser pedófilo. Algumas mães, inclusive, não confiam ao pai a higiene pessoal da filha por achar que estaria incentivando tal comportamento.
Falam que os homens ignoram problemas hormonais das mulheres, não entendem sobre ciclo menstrual... mas se um cara fala algo relacionado a esses temas, ele logo é cortado pela frase "você não pode opinar porque você não tem útero."
Dizem que há pais que abortam o seus bebês ao irem embora depois que a mulher tem um filho. Mas quando uma mulher está grávida e pensa em abortar e o pai da criança pede para que ela não faça isso, é dito a ele que ele não pode se intrometer. Ele não tem esse direito. O corpo é da mulher e é ela que está carregando o "parasita".
Eu acredito que deva ser bem complicado para um homem entender o que ele pode ou não. O que ele deve ou não, porque é difícil, mesmo pra mim, acompanhar o raciocínio:
O cara deve sempre assumir o filho. A vontade dele não conta o que vale é exclusivamente a vontade da mulher. Se ela pariu, foda-se se o cara se sentia preparado ou não, foda-se se ele tinha outros planos, vai ter que assumir.
Mas quando a situação é oposta, quando o cara quer ter o bebê, foda-se a opinião dele também. Afinal, não é ele que está carregando o filho. O corpo da mulher é dela e ele não tem o direito de fazê-la ter o bebê.
Está rolando na internet um vídeo (Link aqui) de um pai que foi impedido de ver o nascimento da filha. Em um trecho do vídeo a médica diz a ele (beem depois da filha já ter nascido): "Se você quer entrar para ver sua filha, pode entrar, isso não vai mudar nada pra mim."
Eu concordo que para ela não mudaria nada. Mas para ele, sim. Era o nascimento da filha dele e ele tinha todo o direito de estar presente.
O argumento usado pela médica ao barrar a entrada do pai, é que as outras mães, que dividiam o quarto com a mulher dele, estavam despidas por estarem alimentando. Mas já não foram feitas várias campanhas sobre o direito de amamentar em público? (Algo que ninguém nunca questionou não ser direito). Ora o cara pode ver peitos de mulheres quando elas estão amamentando, já que não é nada sensual, ora o cara é barrado de ver sua filha porque há mães lactantes no ambiente.
Isso tudo nos leva ao segundo questionamento que fiz no começo deste post: seriam as mulheres culpadas por esses atos, considerados por elas como, machistas?
Quem cuida do menino quando criança? Opa, já sabemos que o pai não é, porque eles não sabem fazer isso.
Se a mãe é a total responsável pela criação dos filhos, porque ela então não o ensina a ser o homem socialmente idealizado pelas mesmas feministas?
Vou dar um exemplo pessoal: Tanto a minha avó quanto minha mãe ensinaram aos seus filhos a cozinhar, limpar, lavar e fazer exatamente as mesmas coisas que uma mulher faz. Ambas diziam que jamais aceitariam que seus filhos dependessem de mulher para fazer as coisas para eles e que se um dia eles morassem sozinhos ou se separassem, iriam saber se virar.
O meu irmão cozinha muito melhor que eu. E já foi motivo de risos entre minhas amigas porque para elas, era *inaceitável* (coisa de viado*) chegar em uma casa e ver um rapaz fazendo faxina.
Aqui na minha casa as tarefas domésticas são igualmente dividas. E elas foram assim esclarecidas e organizadas muito antes de dividirmos o mesmo teto.
Mas alguns rapazes da idade do meu marido e dos meus irmãos não fazem e sequer sabem fazer tais coisas. Alguns irmãos meus, filhos de outra mãe, não as sabem fazer. Isso porque para a mãe deles, essas tarefas devem ser feitas por mulheres. Para ela, homem não sabe e não deve cuidar de casa.
E como posso alegar que a mãe deles os criou de forma diferente por causa do pai se eles tiveram o mesmo pai que eu?
O machismo foi construído tendo como princípio a proteção de mulheres e crianças. Até mesmo o fato de mulheres não trabalharem e não irem à guerra se dava devido a essa proteção.
No machismo a mulher não deveria ter preocupação com negócios, apenas com o lar e com os filhos. E até um tempo atrás as mulheres foram coniventes e criaram seus filhos e filhas para essa sociedade.
Hoje mulheres lutam pela a libertação e falam de tal forma como se as mulheres do passado fossem inanimadas. E não eram. E eu sinto ódio quando as tratam como coitadas indefesas, porque eu conheci e conheço mulheres que foram criadas nos moldes dessa sociedade. Que se orgulhavam por isso. Que deram duro e criaram seus filhos. Que são gratas a seus maridos por nunca terem deixado faltar comida, e igualmente maridos orgulhosos pela sorte de as terem conhecido. Esse mesmo nojo que feministas sentem por esse modelo, é reciproco, porque elas sentem o mesmo por tais movimentos.
Não estou dizendo que devíamos voltar a esses tempos, até porque seria inviável. O que quero dizer é que a mulher nunca foi "menos protagonista", ela sempre teve voz. Sempre lutou e sempre influenciou os seus filhos. E tudo isso é tão real que quando precisaram, quando não havia homens em casa para sustentar a elas e aos filhos (porque estavam na guerra) elas botaram a mão na massa e foram trabalhar.
Não foi o feminismo que mudou o comportamento do povo, foi a necessidade. Foi a evolução da sociedade.
Não é difícil encontrar comentários ou ouvir falas de mães que a bebê dela vai namorar com o bebê de fulana; que o bebê dela vai passar o piu-piu em todas as meninas... Eu já ouvi muito isso de muitas mães e avós e posso dizer que a culpa não é apenas dos homens quando seus filhos possuem tais comportamentos.
Há uma campanha fervorosa contra o machismo. Campanhas a favor do "Protagonismo da mulher". Acredito que o certo seria haver uma campanha a favor do "protagonismo do homem" (Protagonismo, odeio essa palavra).
Por favor, não digam que feminismo é igualdade porque já sabemos que não é. Se o fosse, o pai não teria sido barrado de participar, junto com sua esposa, do nascimento da filha; A licença paternidade seria igual a licença maternidade; Em decisão sobre direito a guarda de filhos, a mãe não seria privilegiada apenas por ser mãe; O homem teria o direito de querer ou não assumir um filho, não ficando assim obrigado e o mesmo poderia opinar sobre o aborto e ter o filho mesmo se a mulher não o quisesse.
Se uma mulher ganha menos que um homem, ocupando o mesmo cargo, pelo mesmo tempo, na mesma empresa e com as mesmas qualificações, ela deve ir a justiça. O direito dela, não apenas neste quesito mas em todos os outros, é garantido pela constituição.