"Estupro"

Olá caros seres humanos, como estão se passando seus dias e noites? Espero que os dias tenham passado bem e as noites cheias de luxuria.
Por falar em luxuria, é exatamente sobre isso que quero falar hoje com vocês.
A algum tempo atras, ta, muito tempo atras, céus como estou ficando velho! 
A imagem não tá lá essas coisas mas foi a unica que encontrei da edição que lí desse livro, contendem-se.
Voltando ao assunto, tempos atras li o livro Bala Na Agulha de Marcelo Rubens Paiva, o livro trata-se de um romance policial ou como um release que li diz, romance bandido, ( CUIDADO ESSE TRECHO PODE SER CONSIDERADA SPOILER ) que conta a historia de um cara que se fode de várias formas e entre elas é ter uma duvida em um trabalho para o qual foi pago. O trabalho era de prostituição e consistia em Thomaz, o tal cara, realizar a fantasia de uma mulher que era ser estuprada da maneira mais realista possível e o dilema que o tal personagem cria é se esse tal estupro, que acabou sendo realizado, foi realmente encenação ou não, pensando se quando estava fazendo seu trabalho estuprou a mulher de verdade ( FIM DO TRECHO QUE PODE SER CONSIDERADO SPOILER ).
Então meus queridos e queridas, chegamos ao ponto chave do texto, como o Thomaz do livro, muitos de nós podemos passar por esse mesmo dilema. Acho que é melhor eu me explicar melhor, não precisa ligar pra polícia ainda.
Veja bem, muitas mulheres tem como fantasia sexual serem "estupradas", veja bem que a palavra esta entre aspas porque não é bem um estupro, a fantasia é uma simulação de um estupro, onde o parceiro delas irá "força-la" a fazer sexo. Há um episódio da série Dr. House em que se inicia com isso, a mulher gritando, o cara a agarrando a força, tirando as suas roupas enquanto ela tenta se defender, bom, a fantasia da moça não se realiza porque o "estuprador" passa mal e vai parar nas mãos da equipe do médico chapadão e o resto vocês já podem imaginar.
Enfim, mulheres são complicadas como todos os sexos, inclusive o feminino, devem saber. Todos sabemos que muitas vezes a mulher não vai te explicar o que ela quer ou se gostou ou não de algo, ela quer que você a entenda, que leia ela, que satisfaça as vontades dela sem manual de informações. Se é um desafio isso? É sim mas também é uma forma de ela saber se você esta prestando atenção nela e as vezes é gostoso perceber algo que ela não diz e descobrir que o que você prestou atenção esta certo.
Como acabei de dizer, ela não vai explicar cada detalhe de sua fantasia como um cara faria, ela vai apenas falar que gostaria de fazer algo assim e espera que o cara tome as rédeas da coisa, que tenha a tal pegada e é aí que quero contar uma experiencia pessoal:
Depois de algumas conversas sexuais e de ver esse tal episódio de House que citei, minha mulher contou sua fantasia que consistia em eu "estupra-la" em um momento em que estive-se com raiva de mim. Achei demais mas a enchi de perguntas com medo dela na hora achar ruim ou, sei lá, quebrar a magia da encenação quando ela fingisse não estar curtindo e eu parasse tudo pra enche-la de pedidos de perdão, sim sou meio encanado com essas paradas de não dar prazer a ela ou fazer sexo só pra me satisfazer.
Obtive todas respostas que eu podia dela e o que mais achei interessante era que só teria graça pra ela se eu a imobilizasse e de fato fosse a força, deu maior tesão isso e ficou em minha mente o tempo todo, fiz pesquisas de como proceder nesse tipo de fantasia e tudo mais. Devo dizer que até bondage ( fetiche sexual que consiste em amarrar e imobilizar a/o parceira/o [deviam saber disso, povo inocente] ) pesquisei e um dia desejo colocar em prática meus conhecimentos adquiridos.
Mais de um ano depois disso, ainda com essa idéia na cabeça, chegou um momento propicio pra colocar em prática. Bom, a situação já podem imaginar, ela brava comigo, eu fora de casa só imaginando como colocar a idéia em prática.
Bom, cheguei em casa, notei que ela estava dormindo, aproveitei e tomei um banho me preparando ao máximo pro momento. Aproveitei seu sono e coloquei em prática tudo e devo dizer que sim, foi bem gostoso, aproveitei ao máximo mas o mesmo dilema que o Thomaz do livro teve eu tive, a expressão dela durante e depois do ato foi um grandíssimo incógnita, não parecia que estava gostando, apesar do corpo dela demonstrar que estava e muito, o rosto dela não dizia nada.
A raiva passou mas um bom tempo se passou para realmente falarmos sobre o ocorrido, falávamos uma vez ou outra mas sempre na brincadeira, temos uma boa intimidade e rimos bastante de tudo o que passamos, de bom ou ruim. Quando finalmente ela diz que gostou e muito daquilo, que não demonstrou que gostou por causa do orgulho, tinha que demonstrar raiva. 
Ao contrario de Thomaz, eu tive minha resposta (chupa um spoiler do livro). Sinceramente isso foi algo que me deu muita paz, amo minha mulher e não quero nunca e de maneira alguma magoar ela enquanto sinto prazer, pelo contrario, quero sempre satisfaze-la, faze-la se sentir desejada e amada. Saber que ela gostou foi maravilhoso de verdade, fez minha alto estima subir no paraíso e dar um abraço nos anjos.
O que tudo isso me traz de lição e que queria que servisse de lição a vocês também é que a conversa nesses casos é primordial, que fantasias sexuais por mais estranhas e absurdas que forem, podem ser algo natural e mais comum do que parecem. Que todos podemos desfrutar delas e apesar das duvidas que podem surgir o prazer estará lá, a satisfação que podem trazer são memoráveis mas mulheres, lembre-se sempre que mesmo que pareça chato dizer alguma coisa, as vezes é necessário para que o seu parceiro/a se sinta a vontade e não tenha duvidas o/a assombrando.

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