Release: Batman Begins/Cavaleiro das Trevas

(Atenção, este post contém sploilers).

Nesse final de semana meu marido e eu assistimos dois filmes do Batman: Begins e Cavaleiros das Trevas. Sim, só agora eu assisti esses filmes, e ainda falta o Ressurge. 
Minha primeira impressão sobre os filmes é, Foda! E a segunda impressão é FO-DA! Principalmente com interação do coringa. Cara, me diverti muito!
No primeiro filme é interessante ver o começo do Batman, como ele se tornou "O" Batman. Apesar de alguns furos, como por exemplo, ele acabar com a casinha do Ra's Al Ghul. Man, como assim não apareceu nenhum ninja para ajudar o Ra's Al Ghul?! Mas a gente deixa isso para lá e finge que está tudo ótimo porque como já disse, o filme é foda.
Foi legal descobrir também que o simbolo que dá, também, nome ao personagem, era na verdade um dos seus medos. É legal esse diálogo e a forma que usou o medo em benefício próprio. A propósito, o filme soube passar isso de forma muito natural e  isso foi realmente interessante.

No Begins, o filme se desenrola mais no aspecto subjetivo mesmo do personagem, seus medos e frustrações, traumas e a forma que reagiria a tudo isso. Claro que houve uma tentativa de "revanche" do Ra's Al Ghul em um plano muito louco de, com a ajuda do Espantalho, envenenar a tubulação para depois, com o auxílio de uma máquina super potente que emitia microondas, evaporar toda a água liberando assim, um veneno que deixaria a população muito "Legal", exterminando-a de uma vez por todas já que para o Ra's Al Ghul, Gotham City era um caso perdido. (Alias, nessa cena até me questionei o porque uma máquina dessa evaporaria a água da tubulação, mas não evaporava a do corpo humano. Mas como disse antes, deixa para lá porque o filme é foda). Mas tudo isso foi para além de dar um pouco de ação e apreensão ao filme, reforçar essa luta interior do personagem com ele mesmo. Era parte da construção do carácter do personagem.

No Cavaleiro das Trevas, o Coringa surge com o objetivo de mostrar ao Batman que ninguém é 100% bom ou mau. Claro que para fazer isso ele se divertiu muito, e a gente também.
Depois de muitas explosões, altas manobras e perseguições naquele carro da hora (Mano, que carro foda, né?!), muitas mortes, mais explosões, mais corridas, pulos de prédio, fuga em helicópteros, mais corrida, mais explosões... o Coringa consegue influenciar Harvey Dent -um cara super justiceiro que, assim como o Batman, sonhava com uma cidade melhor- e ele torna-se o Duas Caras. Com sede de vingança e possuído pelo "veneno anarquista" do Coringa, o Duas Caras quer fazer com que sintam a dor que ele sente. A propósito, é interessante o diálogo do Coringa com o Harvey no hospital. Nesse diálogo tendencioso, o Coringa faz o Harvey duvidar do sistema. Levando-nos assim, a reflexão sobre o mesmo, do quanto muitas vezes, somos "insignificantes" frente a ele. (Vale ressaltar, que não estou usando disto para discurso anarquista. Só não acho que devemos ser acomodados ao mesmo. O governo protege sua própria bunda, a sua que se lasque, por isso vive nos fodendo).
A parte que mais me causou aflição foi a dos navios. Nesse momento percebi o quanto o ser humano é um filho duma puta requenguela. Juro que achava que os "cidadães de bem" iria explodir o navio dos presidiários. E dou-me um tapa na cara porque também julguei mal, achava que aquele presidiário grandão iria explodir o outro barco também (Eu disse que somos filho da puta). Mas não aconteceu. Nenhum navio explodiu. Provando assim que, por mais que sejamos filhos da puta, sempre há esperança. Não somos de todo, um caso perdido.
Apesar de ter sido preso, o Coringa venceu. Ele conseguiu provar ao Batman que ninguém é perfeito. Somos bons e maus. É a situação que fará desabrochar um desses lados com mais e menos intensidade. O próprio Batman provou isso quando, em meio ao desespero, hackeou os celulares de toda cidade para sua própria conveniência. "Ah pequena, mas todo mundo poderia morrer... blábláblá, ele tinha que salvar.. blábláblá". Foda-se! O errado será sempre errado independente da situação.
Além de tudo o que foi pontuado aqui, o que ao meu ver, mais se destacou nestes dois filmes foi a amizade. Tanto por parte do Alfred, que esteve com ele desde sempre, apoiando-o sem questionar. Ele era uma verdadeira consciência do Batman. Nunca apontando ou julgando, apenas fazendo-o refletir. (Acho até que era por isso que ele não envelhecia). E também a do Lucius Fox que sempre estava disposto a ajudar sem cobrar explicações. Esse tipo de amizade é importante mas também muito rara. E foi o principal adereço destes dois filmes, que, apesar de tardio (?), tive o prazer em assistir.


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